7 min de leitura · DataRoad
Em resumo
- Manutenção corretiva é reparar depois de avariar. Manutenção preventiva é agir antes: atualizações, backups testados, monitorização e renovação planeada.
- A corretiva parece mais barata porque o seu custo maior não aparece na fatura: são as horas da equipa parada.
- No nosso exemplo para uma empresa de 20 postos, o modelo corretivo custa cerca de 11.800 € por ano em tempo perdido e intervenções avulsas.
- A corretiva só faz sentido para equipamento barato e não crítico. Para servidores, rede, email e dados, a preventiva paga-se.
Neste artigo
- As duas abordagens, em linguagem de gestão
- O que inclui, na prática, a manutenção preventiva
- Exemplo: quanto custa o modelo corretivo numa empresa de 20 postos
- Quando a manutenção corretiva ainda faz sentido
- Como passar de corretiva a preventiva em cinco passos
- Um caso real: monitorização contínua na Boost Portugal
- Perguntas frequentes
- Plano de manutenção preventiva em 5 dias úteis
Manutenção preventiva vs corretiva é, para uma PME, a escolha entre pagar de forma previsível ou pagar quando calha — normalmente no pior momento. A resposta direta: em tudo o que pára a empresa quando falha (servidor, rede, internet, email, backups), a manutenção preventiva sai mais barata ao fim do ano. A corretiva fica reservada para o que é barato, substituível e não crítico.
Este artigo mostra a diferença com contas em euros, para que possa aplicar o raciocínio à sua empresa.
As duas abordagens, em linguagem de gestão
| Corretiva | Preventiva | |
|---|---|---|
| Quando se age | Depois da avaria | Antes da avaria, com plano |
| Custo | Imprevisível, concentrado em crises | Fixo e orçamentável |
| Quem deteta o problema | O utilizador, quando já não consegue trabalhar | A monitorização, muitas vezes antes de o utilizador notar |
| Tempo de resposta | Depende da disponibilidade de um técnico | Definido em contrato |
| Problemas recorrentes | Repetem-se: corrige-se o sintoma | Resolve-se a causa |
| Conhecimento do parque | Cada técnico começa do zero | Inventário e histórico sempre atualizados |
O que inclui, na prática, a manutenção preventiva
- Atualizações de segurança aplicadas de forma controlada, fora do horário de trabalho quando possível.
- Backups diários com testes de reposição. Um backup que nunca foi testado é uma esperança, não uma garantia — veja as nossas soluções de backup.
- Monitorização alarmística de discos, servidores, firewalls, rede e ligações à internet, com alertas a chegar à equipa técnica e não ao utilizador.
- Revisão periódica de contas e permissões: quem saiu, quem tem acessos a mais.
- Inventário com garantias e fim de suporte, para que a renovação seja planeada e não forçada por avarias. Explicamos os prazos em quando trocar um computador.
- Relatório periódico à direção: o que foi feito, o que está em risco e o que vem aí.
A diferença entre vigiar e reagir está detalhada no artigo sobre monitorização proativa vs suporte reativo.
Exemplo: quanto custa o modelo corretivo numa empresa de 20 postos
Os números seguintes são um exemplo, não uma estatística. Servem para mostrar o raciocínio. Substitua os pressupostos pelos da sua empresa.
Pressupostos do exemplo
- Empresa com 20 postos de trabalho.
- Custo total de cada colaborador para a empresa: 25 € por hora.
- Cada posto tem, em média, um pequeno incidente por mês (impressora, palavra-passe, lentidão, email) que faz perder 1 hora, contando com a espera por ajuda.
- Uma paragem grave por ano (servidor, internet ou rede) que deixa as 20 pessoas sem trabalhar durante um dia de 8 horas.
- 30 horas por ano de técnico chamado avulso, a 60 € por hora, sem contar deslocações.
| Rubrica (exemplo) | Cálculo | Custo anual |
|---|---|---|
| Pequenos incidentes | 20 postos × 12 meses × 1 h × 25 € | 6.000 € |
| Paragem grave | 20 pessoas × 8 h × 25 € | 4.000 € |
| Técnico avulso | 30 h × 60 € | 1.800 € |
| Total | 11.800 € |
Ficam de fora custos difíceis de quantificar, mas muito reais: dados perdidos sem backup válido, faturas que não saem a tempo, clientes que esperam, horas extra para recuperar trabalho.
E com manutenção preventiva? Continuando o exemplo, admita que a monitorização, as atualizações e o suporte com tempos de resposta definidos reduzem os pequenos incidentes para metade e encurtam a paragem grave para 2 horas. O tempo perdido desce para 3.000 € + 1.000 € = 4.000 € por ano. São 6.000 € de tempo recuperado, a que se somam os 1.800 € de técnico avulso que deixam de existir: cerca de 7.800 € por ano. É esse o valor que paga, total ou parcialmente, a avença — antes de contar com o risco de perda de dados que deixa de correr.
O valor da hora parada muda muito de empresa para empresa. Mostramos como calcular o seu em quanto custa uma hora de empresa parada.
Quando a manutenção corretiva ainda faz sentido
Não é tudo preto no branco. A abordagem corretiva é razoável para:
- Equipamento barato, com substituto disponível (um rato, um teclado, um monitor secundário).
- Equipamento sem dados e sem impacto na operação, como uma impressora de apoio.
- Componentes que se trocam mais depressa do que se diagnosticam.
O erro é aplicar a mesma lógica ao servidor, à firewall, à ligação à internet ou ao email. Aí, cada hora parada multiplica-se pelo número de pessoas que deixam de trabalhar.
Como passar de corretiva a preventiva em cinco passos
- Inventário: saber o que existe, de quem é e em que estado está.
- Backups: garantir uma cópia fora das instalações e testar a reposição.
- Monitorização: ligar alertas aos equipamentos críticos e afiná-los para não criar ruído.
- Janelas de manutenção: definir quando se atualiza e se reinicia, sem surpresas para a equipa.
- Plano de renovação: pôr no orçamento as trocas dos próximos dois a três anos.
Na DataRoad, estes cinco passos fazem parte do arranque de qualquer contrato IT Unlimited. O escalão Essential inclui suporte remoto e telefónico, e as deslocações ao local são orçamentadas à parte. O Premium inclui a assistência no local. Em todos, a monitorização alarmística e a segurança estão incluídas.
Um caso real: monitorização contínua na Boost Portugal
Em 2018, a Boost Portugal — empresa de animação turística e mobilidade alternativa, que começou com a marca GoCar em Lisboa — celebrou com a DataRoad um contrato anual de assistência mensal e monitorização contínua de todos os seus sistemas de informação. O contrato inclui apoio permanente aos utilizadores, soluções de backup, manutenção da central telefónica IP, redundância de internet com fail-over, monitorização remota, alarmística e reporting de disponibilidade.
É o modelo preventivo completo: a ligação à internet tem alternativa automática se uma falhar, os sistemas são vigiados e a direção recebe relatórios. Leia o caso Boost Portugal.
Perguntas frequentes
A manutenção preventiva elimina todas as avarias?
Não. Reduz a frequência e, sobretudo, o impacto. Quando algo falha, há monitorização para detetar cedo, backups testados para repor e um técnico com o histórico do parque.
Qual é a diferença entre manutenção preventiva e monitorização?
A monitorização é uma parte da manutenção preventiva: vigia os equipamentos e avisa quando algo sai do normal. A manutenção preventiva inclui também atualizações, backups, revisão de acessos e renovação planeada.
Uma empresa de 15 postos justifica um contrato de manutenção preventiva?
Na maioria dos casos, sim, se depender de email, ficheiros partilhados e internet para trabalhar. Faça as contas com os pressupostos do exemplo deste artigo, adaptados à sua realidade.
A DataRoad faz manutenção corretiva pontual?
Não. A DataRoad trabalha apenas em regime de contrato, com empresas com mais de 10 postos. O contrato é anual, com renovação automática e 60 dias de pré-aviso, sem fidelização.
Plano de manutenção preventiva em 5 dias úteis
Analisamos o seu parque e entregamos um plano preventivo com prioridades, o que monitorizar, o estado dos backups e as renovações a prever. Para empresas com mais de 10 postos · contrato de assistência · suporte remoto, local e telefónico.
Plano de manutenção preventiva
Riscos, prioridades e próximos passos em 5 dias úteis
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