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Gestor de passwords na empresa: porquê, qual escolher e como implementar sem revolta

Pergunte a qualquer pessoa da sua empresa quantas passwords diferentes usa. A resposta honesta é “duas ou três, com variações”. A password do e-mail é parecida com a do software de gestão, que é igual à da conta pessoal de compras online, que foi roubada numa fuga de dados há dois anos e está à venda. É assim que a maioria dos ataques a PME começa: não com um génio da informática, mas com uma password reutilizada. Um gestor de passwords resolve este problema na raiz — e é uma das poucas medidas de segurança que, bem implementada, torna a vida das pessoas mais fácil, não mais difícil.

O problema que resolve

Uma pessoa média numa empresa precisa de 30 a 80 credenciais diferentes: e-mail, software de gestão, portais de fornecedores, bancos, ferramentas online, Wi-Fi, impressoras, redes sociais da empresa. Ninguém consegue memorizar 80 passwords longas e diferentes. Por isso reutiliza, ou escreve num ficheiro Excel chamado “passwords.xlsx”, ou num post-it. Um gestor de passwords guarda todas cifradas, gera passwords longas e únicas para cada serviço, preenche-as automaticamente e sincroniza-as entre o computador e o telemóvel. A pessoa só decora uma — a password mestra — e usa autenticação multifator para a proteger.

O que um gestor empresarial faz a mais do que um pessoal

  • Cofres partilhados: a password do portal das Finanças, da conta de publicidade ou do router fica num cofre da equipa, não na cabeça de uma pessoa. Quando essa pessoa sai, a empresa não perde o acesso.
  • Administração central: a empresa cria e remove utilizadores, define políticas (comprimento mínimo, MFA obrigatório) e recupera cofres quando alguém sai ou esquece a password mestra.
  • Registo de acessos: quem consultou que credencial e quando. Essencial para auditoria e para a NIS2.
  • Alertas: passwords fracas, reutilizadas ou que apareceram em fugas de dados conhecidas.
  • Integração com o Microsoft 365: as pessoas entram no gestor com a conta da empresa; desativar a conta desativa o gestor.

Critérios para escolher

Cifra de ponta a ponta (o fornecedor não consegue ler as suas passwords, mesmo que queira); autenticação multifator obrigatória; cofres partilhados com permissões por grupo; extensão para os browsers e aplicações para telemóvel; capacidade de administração e de recuperação; registo de atividade exportável; sede e servidores na União Europeia ou garantias equivalentes de RGPD; e preço por utilizador previsível. Os produtos empresariais consolidados no mercado cumprem quase todos estes pontos — a diferença está na facilidade de uso, que é o que determina se as pessoas o vão usar de facto. Evite soluções que guardam as passwords num ficheiro partilhado, por muito cifrado que seja: não têm registo, não têm recuperação e não escalam.

Implementar em três semanas

  • Semana 1 — Preparar. Escolher o produto, criar a organização, ligar ao Microsoft 365, definir a política (MFA obrigatório, comprimento mínimo 14). Criar os cofres partilhados por departamento e migrar para lá as passwords da empresa que hoje vivem em ficheiros e post-its. Identificar as credenciais de administração (firewall, switches, servidores, domínios) e colocá-las num cofre restrito à informática.
  • Semana 2 — Piloto. Cinco a dez pessoas de departamentos diferentes, incluindo alguém da gerência. Sessão de 20 minutos, instalação da extensão e da aplicação, importação das passwords guardadas no browser. Recolher o que correu mal.
  • Semana 3 — Todos. Sessões de 20 minutos por grupo, com a regra clara: a partir de hoje, passwords novas são geradas pelo gestor, e as reutilizadas mudam-se à medida que se usam. Não obrigar a mudar tudo no primeiro dia — é isso que provoca a revolta.

Os erros que fazem falhar

Impor sem explicar (as pessoas contornam o que não entendem); não migrar as passwords do browser (a pessoa fica com duas fontes e desiste); não ter cofres partilhados (a equipa continua a trocar passwords por e-mail); esquecer o telemóvel (metade dos acessos hoje é móvel); e não desativar o preenchimento automático do browser, que compete com o gestor e é muito menos seguro.

O que muda ao fim de três meses

Passwords únicas e longas em todos os serviços novos, e na maioria dos antigos. Ninguém sabe a password de ninguém — nem precisa. A saída de um colaborador deixa de ser um risco: desativa-se a conta e os cofres partilhados continuam com a empresa. Os pedidos de “reposição de password” ao suporte caem drasticamente. E a empresa passa a ter uma resposta concreta para a pergunta da NIS2 e do seguro: “como gerem as credenciais?”.

Onde encaixa nas outras medidas

O gestor de passwords é a segunda medida de identidade, depois da autenticação multifator: o MFA protege a conta mesmo com a password roubada; o gestor faz com que a password não seja reutilizada nem fraca. Juntos, são o passo 1 do Zero Trust para PME e a base da política de passwords das sete políticas internas de cibersegurança. Nos nossos contratos de cibersegurança gerida a implementação do gestor e a gestão dos cofres de administração fazem parte do serviço.

Perguntas frequentes

E se o fornecedor do gestor for atacado?

Com cifra de ponta a ponta, o fornecedor guarda cofres cifrados que só a password mestra do utilizador abre. Uma fuga expõe ficheiros ilegíveis. É por isso que a password mestra tem de ser longa e o MFA obrigatório.

O gestor do browser (Chrome, Edge) não chega?

Para uso pessoal é melhor do que nada. Para uma empresa, não tem cofres partilhados, administração, registo nem recuperação, e fica preso a um browser e a uma conta pessoal.

E se alguém esquecer a password mestra?

Os gestores empresariais têm recuperação administrativa: um administrador designado pode repor o acesso ao cofre da pessoa. É uma das razões para usar um produto empresarial e não pessoal.

Quanto custa?

Os produtos empresariais custam, por norma, alguns euros por utilizador por mês. Compare com o custo de um único incidente de credenciais roubadas ou de perder o acesso ao portal das Finanças porque a pessoa que tinha a password saiu.

Quer implementar um gestor de passwords sem revolta?

Escolhemos o produto consigo, configuramos a organização e os cofres, e fazemos as sessões com a equipa. Veja a nossa cibersegurança gerida para empresas ou ligue 211 459 950.

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