8 min de leitura · DataRoad
Em resumo
- Numa empresa de 20 postos, uma hora parada custa cerca de 1.000 € no nosso exemplo — e quase dois terços desse valor não é salário, é faturação que não volta.
- A conta tem três parcelas: custo salarial das pessoas paradas, faturação perdida e tempo de recuperação.
- Com o salário médio apurado pelo INE para 2025, cada pessoa parada custa à empresa cerca de 14 € por hora, só em remuneração e TSU.
- A paragem mais barata é a que não acontece: monitorização, redundância e um plano de recuperação testado.
Neste artigo
Quanto custa uma hora parada numa empresa de 20 postos? No exemplo que mostramos abaixo, com pressupostos explícitos, cerca de 1.000 € por hora. Uma manhã inteira sem servidor, sem internet ou sem email passa facilmente os 3.500 €. E este número ainda deixa de fora o que é mais difícil de medir: o cliente que desistiu, o prazo que falhou, a equipa que ficou a olhar para o ecrã.
A maioria dos gestores sabe que uma paragem “custa dinheiro”. Poucos sabem quanto. Sem esse número, é impossível decidir com cabeça fria quanto investir em prevenção. Por isso fazemos a conta à vista, passo a passo, para que a possa repetir com os números da sua empresa.
A conta em três parcelas
Uma paragem informática custa dinheiro por três vias. Somadas, dão o custo real de cada hora.
- Custo salarial parado. As pessoas continuam a ser pagas, mas não produzem. Conta-se: número de pessoas paradas × custo por hora de cada uma.
- Faturação perdida. Vendas que não se fecham, reservas que não entram, consultas que não se marcam. Parte recupera-se mais tarde; outra parte perde-se de vez.
- Recuperação. Quando os sistemas voltam, ninguém retoma a 100% no minuto seguinte. Há emails acumulados, trabalho a refazer, clientes a quem é preciso ligar de volta.
Quanto custa uma pessoa parada durante uma hora
Partimos de dados oficiais. Segundo o INE, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador em Portugal foi de 1.694 € em 2025. Este valor já inclui as componentes irregulares, como os subsídios, distribuídas pelo ano. Multiplicado por 12 meses, dá cerca de 20.330 € brutos por ano.
A esse valor a empresa soma a TSU da entidade empregadora, que na generalidade dos casos é de 23,75%. O custo anual sobe para cerca de 25.160 €.
Quantas horas trabalha essa pessoa? Considerámos 220 dias úteis efetivos por ano — já descontados fins de semana, 22 dias úteis de férias e feriados — a 8 horas por dia: 1.760 horas.
Exemplo: 25.160 € ÷ 1.760 horas = cerca de 14,30 € por hora, por pessoa. É o valor mínimo de uma hora parada, só em remuneração. Se a sua equipa ganha acima da média nacional — o que é comum em escritórios, clínicas e empresas de serviços —, o número sobe.
Tabela de exemplo: 10, 20, 30 e 60 postos
Para as outras duas parcelas precisamos de pressupostos. Escolhemos números redondos e fáceis de substituir:
- Faturação: 100.000 € por trabalhador por ano (substitua pelo valor da sua empresa: faturação anual ÷ número de pessoas).
- Faturação que não se recupera: 50%. Metade do que não se fez naquela hora volta mais tarde; a outra metade perde-se.
- Recuperação: 30 minutos por pessoa depois de os sistemas voltarem.
- Paragem total: todas as pessoas ficam sem conseguir trabalhar.
| Postos | Custo salarial (1 h) | Faturação perdida (1 h) | Recuperação (30 min) | Total por hora parada |
|---|---|---|---|---|
| 10 | 143 € | 284 € | 71 € | ≈ 500 € |
| 20 | 286 € | 568 € | 143 € | ≈ 1.000 € |
| 30 | 429 € | 852 € | 214 € | ≈ 1.500 € |
| 60 | 858 € | 1.705 € | 429 € | ≈ 3.000 € |
Exemplo ilustrativo. Custo salarial calculado com a remuneração média do INE (2025) e a TSU de 23,75%; faturação e recuperação são pressupostos que deve ajustar à sua realidade.
Agora estique a paragem. Uma avaria no servidor às 9h00 que só fica resolvida ao almoço — quatro horas — custa à empresa de 20 postos cerca de 3.560 €. Se acontecer duas vezes por ano, são mais de 7.000 € perdidos sem que ninguém tenha passado uma fatura por isso.
O que esta conta ainda não inclui
O exemplo é conservador de propósito. Ficam de fora custos reais que, num dia mau, podem pesar mais do que todos os outros:
- Dados perdidos. Se a paragem vier de uma falha de disco ou de um ataque, e o backup não estiver a funcionar, o problema deixa de ser de horas e passa a ser de dias.
- Clientes e reputação. Um hotel sem rede no check-in ou uma clínica sem acesso às marcações é visto pelo cliente no momento.
- Prazos e penalizações contratuais com os seus próprios clientes.
- Horas extra para recuperar o atraso.
- Obrigações legais. Um incidente com dados pessoais pode exigir notificação às autoridades e, nalguns setores, está abrangido pelas regras da NIS2.
Como se reduz o custo de uma paragem
Há duas alavancas: fazer com que as paragens aconteçam menos vezes e fazer com que durem menos tempo.
Menos paragens: ver o problema antes de ele parar a empresa
A maioria das paragens dá sinais antes: um disco a acumular erros, uma UPS com a bateria no fim, uma linha de internet a perder pacotes, um certificado prestes a expirar. Com monitorização proativa, estes alertas chegam a um técnico antes de chegarem aos seus utilizadores. Explicamos a diferença em detalhe no artigo sobre monitorização proativa vs. suporte reativo.
Paragens mais curtas: redundância e um plano testado
Uma segunda ligação à internet que entra sozinha quando a principal cai. Backups que foram efetivamente restaurados num teste, e não apenas “feitos”. Um plano escrito que diz quem faz o quê na primeira hora. É isto que separa uma paragem de 15 minutos de uma paragem de um dia. Veja como estruturamos a continuidade de negócio e disaster recovery.
Alguém responsável, com prazo
Quando a empresa tem um contrato com tempos de resposta definidos, a pergunta “a quem ligo?” já tem resposta antes de o problema surgir. No IT Unlimited da DataRoad, o suporte é remoto, local e telefónico, com tempos de resposta imediatos. Para empresas que não podem parar fora de horas, o escalão Premium 365 acrescenta cobertura a noites, fins de semana e feriados — é o único escalão com suporte e monitorização 24/7.
Um caso real: Boost Portugal
A Boost Portugal, empresa de animação turística com operação em Lisboa, Porto, Douro e Madrid, tem a DataRoad como parceiro de IT em contrato IT Unlimited. Para uma empresa que vende experiências ao turista no momento, ficar sem internet significa deixar de vender.
Por isso, a solução inclui redundância de internet com fail-over — se uma ligação falhar, o tráfego passa automaticamente para a outra —, monitorização remota com alertas e relatórios de disponibilidade, backups e suporte à central telefónica IP. Leia o caso completo da Boost Portugal.
Perguntas frequentes
Como calculo o custo de uma hora parada na minha empresa?
Some três parcelas: o custo por hora das pessoas paradas (custo anual com salário e TSU a dividir pelas horas trabalhadas), a faturação dessa hora que não se recupera e o tempo de recuperação depois de os sistemas voltarem. Com a remuneração média do INE, o custo salarial ronda os 14 € por pessoa e por hora.
Uma paragem parcial também conta?
Sim. Se só o email ou só o programa de faturação estiver em baixo, aplique a conta apenas às pessoas afetadas e à faturação que depende desse sistema. Muitas vezes é aqui que está o custo escondido: pequenas falhas frequentes que ninguém regista.
Quanto devo investir em prevenção?
Compare o custo anual das paragens prováveis com o custo da prevenção. Se a sua empresa perde duas manhãs por ano, o exemplo acima mostra que o valor perdido já justifica monitorização, redundância e backups testados.
A DataRoad garante suporte 24/7?
O suporte e a monitorização 24/7 fazem parte do escalão Premium 365 do IT Unlimited. Os escalões Essential e Premium cobrem o horário de expediente, com tempos de resposta imediatos.
Mapa de risco de paragem da sua empresa em 5 dias úteis
Identificamos os pontos únicos de falha da sua infraestrutura — internet, servidor, energia, backups — e calculamos consigo quanto lhe custaria cada hora parada. Para empresas com mais de 10 postos · contrato de assistência · suporte remoto, local e telefónico.
Mapa de risco de paragem em 5 dias úteis
Saiba quanto lhe custa cada hora sem sistemas — e como a evitar.
Fontes
- Governo de Portugal — “Salários reais cresceram 3,2% em 2025” (dados INE: remuneração bruta total mensal média de 1.694 €)
- INE — Destaques: Remuneração bruta mensal média por trabalhador
- PwC Guia Fiscal 2026 — Segurança Social (taxa contributiva da entidade empregadora: 23,75%)
- Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009), Diário da República — art. 238.º (22 dias úteis de férias)
Projetos e casos de sucesso da DataRoad
Na DataRoad, a tecnologia é paixão. Gostamos mesmo do que fazemos, e isso nota-se em cada rede que instalamos, em cada problema que resolvemos e em cada empresa que apoiamos.

































































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