Setembro é o mês em que mais empresas nos ligam com o mesmo tipo de problema: o portátil que ficou um mês desligado e agora não arranca, o servidor que reiniciou sozinho em agosto e ninguém reparou, a conta do estagiário de verão que continua ativa, o Wi-Fi que “no verão estava bom” e agora, com toda a gente de volta, não aguenta. Nada disto é inesperado — é o efeito de um mês com metade da equipa fora e a informática em piloto automático. Esta checklist serve para arrancar o último trimestre sem surpresas, e para aproveitar o regresso para as decisões que se adiam o ano inteiro.
1. Equipamentos que estiveram parados
Portáteis e postos desligados um mês acumulam atualizações do Windows, do Office e do antivírus. Ligue-os antes de as pessoas voltarem, deixe-os atualizar e reiniciar — de preferência fora de horas, para que a primeira manhã não se perca com “a atualizar 3 de 12”. Verifique baterias de portáteis que ficaram descarregadas e discos que não foram usados: setembro é o mês com mais avarias de arranque. Se ainda há postos em Windows 10, agora é o momento — o suporte acabou em outubro de 2025.
2. Servidores e cópias de segurança
Confirme que os servidores estão atualizados e que não há reinícios pendentes há semanas. Verifique os registos de agosto: alertas ignorados, reinícios inesperados, discos a encher. Acima de tudo, confirme as cópias de segurança: correram todos os dias? Alguma falhou sem ninguém ver? Faça um teste de restauro de um ficheiro e de uma caixa de e-mail — se não foi feito durante o verão, é a primeira tarefa. Como funciona um backup gerido com testes de restauro.
3. Contas e acessos
Estagiários de verão, temporários e substitutos de férias: as contas foram desativadas? Os acessos temporários a pastas e ao software de gestão foram retirados? Fornecedores que fizeram intervenções em agosto ainda têm acesso VPN? Compare a lista de utilizadores ativos com a lista de colaboradores de setembro e desative as diferenças hoje. Aproveite para confirmar que todos têm autenticação multifator ativa — as contas criadas à pressa em junho são as que mais falham.
4. Rede e Wi-Fi com a casa cheia
O Wi-Fi que aguentou dez pessoas em agosto vai ter cinquenta na segunda semana de setembro, mais os telemóveis e portáteis novos. Se houve queixas em junho, vão voltar. É o momento certo para um estudo de cobertura antes de o problema virar rotina — veja porque falha o Wi-Fi da empresa. Verifique também a ligação de Internet: se a empresa passou o verão a depender de uma só ligação e sobreviveu, foi sorte, não plano.
5. Licenças e subscrições
Setembro é bom mês para contar licenças: quantas de Microsoft 365 estão atribuídas a contas que já não existem? Que subscrições foram contratadas “para o verão” e continuam a ser cobradas? Que contratos renovam automaticamente em outubro ou novembro e podem ser renegociados agora? Este trabalho alimenta diretamente o ponto seguinte.
6. O orçamento de 2027 começa agora
Setembro e outubro são os meses em que o orçamento do ano seguinte se fecha. Com o inventário atualizado, é o momento de listar o que expira em 2027 (Windows Server 2016 em janeiro, equipamentos em fim de garantia, contratos), o que a empresa vai precisar (mais pessoas? novo escritório? novo software?) e o que se pode passar a custo fixo. Escrevemos um guia específico: orçamento de IT para 2027: o que incluir, o que cortar e o que não adiar.
7. Segurança: o que agosto deixou passar
O verão é época alta de phishing — menos gente, mais substitutos, mais pressa. Reveja com a equipa os e-mails suspeitos que chegaram, atualize o firmware da firewall e as assinaturas de segurança (as subscrições expiram em silêncio), e marque a próxima sessão de sensibilização para a segunda quinzena de setembro, quando toda a gente já voltou. A nossa checklist de cibersegurança para PME cobre o essencial.
8. Pessoas e processos
Quem entra em setembro precisa de conta, equipamento e acessos no primeiro dia — não na primeira semana. Quem saiu em agosto precisa de ter a conta desativada e o equipamento devolvido e verificado. Se estes dois procedimentos não existem por escrito, setembro é o mês para os criar; fazem parte das sete políticas internas de cibersegurança que toda a empresa devia ter.
Como fazer tudo isto numa semana
Dia 1: equipamentos e atualizações, fora de horas. Dia 2: servidores e teste de restauro. Dia 3: contas, acessos e MFA. Dia 4: licenças e contratos. Dia 5: rede, Wi-Fi e segurança, com a equipa já toda de volta para medir o problema real. Nos clientes com contrato IT Unlimited, a maior parte destes pontos não espera por setembro: a monitorização 24×7 apanhou os reinícios e as cópias falhadas em agosto, as atualizações correram nas janelas agendadas e o inventário de licenças faz parte do relatório mensal. O que fica para setembro é a conversa sobre 2027.
Perguntas frequentes
Porque é que os equipamentos avariam mais em setembro?
Equipamentos que ficam desligados semanas — sobretudo portáteis com bateria descarregada e discos mais antigos — têm mais probabilidade de falhar no arranque. Somam-se as atualizações acumuladas, que expõem problemas latentes.
Devo fazer as atualizações todas de uma vez?
Sim, mas fora do horário de trabalho e por grupos, não todos os postos na mesma noite. Se uma atualização causar problema, afeta um grupo e não a empresa inteira.
Como sei se as cópias de segurança de agosto correram bem?
Não confie no “não recebi alertas” — pode significar que ninguém os recebeu. Abra o registo do software de backup, confirme os dias, e restaure um ficheiro e uma caixa de e-mail como teste.
É tarde para orçamentar 2027 em setembro?
Não — é o momento certo. Renovações de equipamento e substituições de servidor precisam de prazos de entrega e janelas de migração que se planeiam com meses de avanço.
Quer que façamos a checklist de setembro consigo?
Passamos a lista com a sua empresa, resolvemos o que estiver pendente e entregamos por escrito o que deve entrar no orçamento de 2027. Veja o IT Unlimited ou ligue 211 459 950.





































