images

Manutenção preventiva vs. corretiva: qual compensa numa PME

A maior parte das empresas só descobre que tinha um problema de informática quando o problema já a parou. Um servidor que deixa de responder às nove da manhã, uma impressora de faturas que não imprime no fecho do mês, um portátil que não arranca no dia da apresentação. A isto chama-se manutenção corretiva: reparar depois de avariar. A alternativa — a manutenção preventiva — é aborrecida, invisível e, para uma PME que depende dos sistemas, quase sempre mais barata. Este artigo explica porquê, com números.

O que é manutenção corretiva

É o modelo por defeito de quem não tem contrato: quando algo avaria, chama-se alguém. Paga-se a hora do técnico, a deslocação, a peça — e paga-se, sem fatura, o tempo que a equipa esteve parada. Tem uma vantagem aparente: nos meses em que nada avaria, o custo é zero. Tem três defeitos estruturais:

  • Acontece na pior altura. Os sistemas avariam quando estão a ser usados, ou seja, em horário de trabalho e frequentemente em picos — fecho de mês, campanha, época alta.
  • A resposta demora. Quem não tem contrato entra na fila de quem tem. Um dia de espera por um técnico é normal; num servidor, um dia de espera é um dia de empresa parada.
  • Repete-se. Sem análise da causa, a mesma avaria volta. O disco que enche esvazia-se e enche outra vez; o equipamento em fim de vida repara-se e avaria de novo.

O que é manutenção preventiva

É o conjunto de tarefas que se fazem antes de haver avaria, para que ela não aconteça ou para que seja detetada em minutos. Numa PME bem gerida inclui:

  • Atualizações e patches de segurança aplicados fora de horas em todos os postos e servidores — não quando o utilizador se lembra de clicar em “mais tarde” pela décima vez.
  • Cópias de segurança verificadas todos os dias e restauros testados regularmente. Um backup que nunca foi restaurado é uma esperança, não um backup.
  • Monitorização 24×7 de espaço em disco, estado dos discos, carga, temperatura, ligações e serviços, com alertas a chegar a uma equipa e não a uma caixa de e-mail.
  • Revisão do parque: inventário atualizado, equipamentos em fim de garantia ou de vida identificados com antecedência, licenças e certificados com prazos controlados.
  • Limpeza e higiene: contas de ex-colaboradores encerradas, permissões revistas, software sem uso removido, antivírus a reportar.
  • Relatório mensal com o que foi feito, o que foi detetado e o que se recomenda — para que a gestão decida com dados e não com sustos.

Os números: um exemplo realista

Imagine uma empresa de 25 postos e um servidor, sem contrato. Num ano típico, terá três ou quatro intervenções de urgência (servidor, rede, posto crítico), cada uma com deslocação, duas a quatro horas de trabalho e meio dia a um dia de espera. Só em faturas de técnico, são facilmente algumas centenas de euros por intervenção. O custo real está noutro lado: 25 pessoas paradas meio dia, quatro vezes por ano, são 100 pessoas-dia de trabalho perdido. Multiplique pelo custo-hora médio da sua equipa e compare com o valor anual de um contrato de manutenção. Na maior parte das PME que analisamos, a manutenção preventiva paga-se só com o tempo parado que evita — antes de contar as faturas de urgência que deixam de existir.

Onde a corretiva continua a fazer sentido

Há casos em que o modelo corretivo é racional: equipamentos não críticos e baratos de substituir (um monitor, um teclado, uma impressora de secretária), ou empresas muito pequenas em que a informática é acessória ao negócio e uma paragem de um dia não custa dinheiro. Se a sua empresa fatura, atende clientes ou produz com os sistemas ligados, não é o seu caso.

Como passar de um modelo para o outro

A transição não exige mudar tudo de uma vez. A ordem que recomendamos:

  1. Levantamento. O que existe, o que é crítico, o que está em fim de vida. É frequente descobrir equipamentos que ninguém sabia que existiam e dos quais depende a faturação.
  2. Cópias de segurança primeiro. Antes de qualquer outra coisa, garantir que existe cópia fora das instalações e que restaura. É a rede de segurança para tudo o que vem a seguir.
  3. Monitorização. Instalar agentes e sondas, definir limites, afinar durante duas a três semanas para eliminar falsos alarmes.
  4. Atualizações em calendário. Janela fixa fora de horas, todos os meses, com reinício controlado.
  5. Substituições planeadas. Trocar o que está em fim de vida no orçamento do ano, e não à pressa depois de avariar.

Num contrato IT Unlimited, tudo isto está incluído no valor mensal — a monitorização, as atualizações, as cópias verificadas e a revisão do parque — porque é o que permite ao próprio fornecedor não estar sempre a apagar fogos. É por isso que o modelo de suporte ilimitado e o modelo preventivo andam juntos; explicamos a lógica na comparação IT Unlimited vs. avença e bolsa de horas.

Perguntas frequentes

A manutenção preventiva evita todas as avarias?

Não. Reduz muito as avarias previsíveis — discos cheios, atualizações em falta, equipamentos em fim de vida — e detecta cedo as que dão sinal. Uma falha súbita de hardware continua a poder acontecer; o que muda é que existe cópia de segurança testada e um plano para a resolver depressa.

De quanto em quanto tempo se deve fazer manutenção preventiva?

As tarefas automáticas — atualizações, verificação de cópias, monitorização — correm todos os dias. As revisões humanas do parque fazem-se mensalmente, e uma revisão completa com relatório uma vez por ano. Num contrato IT Unlimited esta cadência está incluída.

Uma PME pequena precisa mesmo de manutenção preventiva?

Precisa mais do que uma grande empresa, porque não tem redundância: quando o único servidor pára, pára tudo. A questão não é a dimensão, é a dependência dos sistemas para trabalhar.

A manutenção preventiva sai mais cara?

Por mês, custa mais do que não fazer nada. Por ano, quase sempre sai mais barata do que a soma das intervenções de urgência, do tempo parado e das substituições feitas à pressa. A comparação certa é o custo total anual, não a fatura de um mês.

Quer saber em que estado está o seu parque?

Fazemos um levantamento sem compromisso e dizemos-lhe, por escrito, o que está em risco e o que se pode prevenir. Veja os nossos serviços de informática para empresas ou ligue 211 459 950.

Ler mais artigos ...

Conheça algumas das empresas que já elegeram e optaram pelos nossos serviços na área informática

Falar Connosco já

Formulário de Contacto

Peça uma proposta à DataRoad. tratamos do resto com uma resposta rápida e clara de forma a apoiar as necessidades da sua empresa.

Conte-nos o que precisa. Suporte informático, instalação de redes, cibersegurança, mudança de escritório ou simplesmente uma segunda opinião sobre a sua infraestrutura IT — estamos aqui para ajudar.

Preencha o formulário e um técnico especializado entra em contacto consigo no próprio dia.

    Resposta no próprio dia útil. Sem compromisso.

    DataRoad — serviços de informática para empresas
    Resumo da Privacidade

    Este sítio Web utiliza cookies para que possamos proporcionar-lhe a melhor experiência de utilização possível. A informação dos cookies é armazenada no seu browser e executa funções tais como reconhecê-lo quando regressa ao nosso sítio Web e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do sítio Web que considera mais interessantes e úteis.