Procura o serviço, e não o projeto? Este artigo é um caso de cliente. Se chegou aqui à procura de informática para hotelaria: rede, Wi-Fi, videovigilância e PMS, é essa a página que lhe interessa.
8 min de leituraDataRoad
Neste artigo
- Seis hotéis a cinco minutos a pé uns dos outros
- O que está instalado em cada hotel
- A rede de um hotel não é a rede de um escritório
- Videovigilância e CCTV sobre a mesma rede, em segurança
- PMS, Microsoft 365 e a operação do dia a dia
- Monitorização alarmística e suporte permanente
- Os casos, hotel a hotel
- Porque é que a concentração numa zona vale dinheiro
Entre a Praça dos Restauradores e o Rossio, num quarteirão que se atravessa a pé em poucos minutos, a DataRoad instalou e mantém a infraestrutura informática de seis hotéis. É uma das zonas mais movimentadas e mais bem localizadas de Lisboa — e, para quem opera hotelaria, uma das mais exigentes: edifícios antigos e classificados, paredes de meio metro que não deixam passar sinal, ocupação alta o ano inteiro e hóspedes que formam opinião sobre o hotel pelo Wi‑Fi antes de formarem opinião sobre a cama.
Ficha do projeto
- Cliente
- Seis hotéis na zona dos Restauradores e Rossio, Lisboa
- Setor
- Hotelaria
- Intervenção
- Cablagem e infraestrutura de rede · Wi‑Fi de hóspedes · Firewall e segurança · Videovigilância e CCTV · Conectividade · PMS · Microsoft 365 · Monitorização alarmística · Suporte permanente IT Unlimited
- Regime
- Instalação chave na mão e suporte contínuo em contrato
Seis hotéis a cinco minutos a pé uns dos outros
Os hotéis são o BePoet Hotel, o BeHotel, o Rossio Plaza Hotel, o Nicola Rossio Hotel, o LX Arch Rossio Hotel e o Ouro Rossio Hotel. Todos operam no mesmo perímetro, todos recebem hóspedes internacionais durante todo o ano, e todos partilham hoje o mesmo padrão técnico: a mesma arquitetura de rede, os mesmos critérios de segurança, a mesma consola de monitorização e a mesma equipa a atender o telefone.
Não chegámos lá de uma vez. Cada hotel entrou no seu momento, com o seu projeto e o seu calendário de obra. O que aconteceu — e é a parte que interessa a quem gere unidades hoteleiras — é que a partir do segundo hotel a DataRoad deixou de estar a instalar redes isoladas e passou a operar um parque.
O que está instalado em cada hotel
O âmbito é o mesmo em todas as unidades, dimensionado à planta e ao número de quartos de cada uma:
Cablagem estruturada e infraestrutura de rede. O bastidor, a fibra entre pisos, os switches e cada ponto de rede até ao quarto. É a camada que ninguém vê e que decide tudo o resto: uma rede mal cablada não se corrige com equipamento melhor. Sobre isto, ver redes e cablagem estruturada.
Wi‑Fi de hóspedes. Cobertura em quartos, corredores, receção, restaurante, esplanadas e zonas de serviço, com estudo de cobertura feito no edifício e não em planta. A rede de hóspedes está completamente separada da rede de operação do hotel — o portátil de um hóspede não vê o PMS, nem os POS, nem as câmaras, nem os computadores da administração. Detalhe do serviço em redes wireless para hotéis.
Firewall e segurança. Firewall com segmentação por VLAN, políticas por rede, filtragem e registo. É o que permite ter hóspedes, staff, PMS, videovigilância e domótica no mesmo edifício sem que uns cheguem aos outros. Ver firewalls e cibersegurança.
Videovigilância e CCTV. Câmaras IP em entradas, receção, corredores de acesso, zonas técnicas e áreas comuns, com gravação local, retenção definida e acesso controlado. Ver videovigilância.
Conectividade. Circuitos de internet dimensionados à ocupação real, com o encaminhamento pensado para o hotel não ficar sem check‑in quando uma linha falha.
PMS. Instalação, ligação à rede e manutenção do sistema de gestão hoteleira, com os postos de receção, o back office e as integrações a funcionar.
Microsoft 365. Correio, partilha de ficheiros e contas geridas centralmente, com as políticas de segurança e os acessos de quem entra e de quem sai da equipa. Ver Microsoft 365.
Monitorização alarmística e suporte permanente. Todos os equipamentos críticos estão sob monitorização; quando algo cai, o alarme chega à DataRoad antes de chegar à receção.
A rede de um hotel não é a rede de um escritório
Num escritório, os utilizadores são conhecidos, os equipamentos são da empresa e o horário é das nove às seis. Num hotel, nada disso é verdade. Os utilizadores mudam todos os dias, trazem os seus próprios equipamentos, ligam‑se sem ajuda de ninguém e, se a ligação não funcionar, escrevem‑no numa avaliação pública que fica lá para sempre.
Isso muda o desenho da rede em três pontos concretos:
Densidade, não área. Um piso de hotel cheio pode ter três a quatro equipamentos ligados por quarto ao mesmo tempo. O que conta não é cobrir metros quadrados — é aguentar dispositivos em simultâneo, sem que uma sessão de streaming num quarto degrade a chamada de trabalho do quarto ao lado.
Isolamento entre hóspedes. Um hóspede não deve conseguir ver o equipamento de outro hóspede na mesma rede. Parece óbvio; é das falhas que mais encontramos em redes hoteleiras instaladas por quem trata um hotel como um escritório grande.
Edifícios que não colaboram. Nesta zona de Lisboa trabalha‑se sobre edifícios antigos, muitos deles com restrições de intervenção. Não há espaço para passar cabo onde apetece nem para colocar equipamento à vista. O projeto tem de resolver a cobertura com o edifício que existe, não com o edifício que seria conveniente.
Videovigilância e CCTV sobre a mesma rede, em segurança
A videovigilância destes hotéis corre sobre a mesma infraestrutura física da restante rede, mas numa rede lógica própria. Essa decisão poupa uma cablagem paralela e, mais importante, deixa as câmaras fora do alcance de quem quer que se ligue ao Wi‑Fi de hóspedes.
Na prática, isto significa: câmaras IP em rede dedicada, gravador com capacidade calculada para o período de retenção acordado, acesso por utilizador com registo de quem viu o quê, e sinalética e política de tratamento de imagem alinhadas com o RGPD. Um sistema de CCTV mal segmentado é, ao mesmo tempo, um risco de segurança e um risco de contraordenação — e num hotel as duas coisas custam caro.
PMS, Microsoft 365 e a operação do dia a dia
Um hotel para quando o PMS para. Não há check‑in, não há faturação, não há atribuição de quartos — e há uma fila na receção. Por isso o sistema de gestão hoteleira não é tratado como mais uma aplicação: tem rede própria, prioridade, e é dos primeiros pontos a ser verificado em qualquer intervenção.
Ao lado dele, o Microsoft 365 trata do resto: correio das reservas e da direção, ficheiros partilhados entre turnos, contas criadas e fechadas com a rotação normal de uma equipa de hotelaria. É trabalho pouco vistoso e é onde estão metade dos incidentes de segurança de qualquer empresa — uma conta de um colaborador que saiu e ficou aberta vale mais a um atacante do que qualquer firewall mal configurada.
Monitorização alarmística e suporte permanente
A instalação é o princípio, não o fim. Todos estes hotéis estão em IT Unlimited, o regime de contrato da DataRoad: suporte sem contagem de horas, com tempos de resposta por escrito e monitorização permanente da infraestrutura.
A monitorização alarmística é a parte que os clientes acabam por valorizar mais e que menos esperavam: switches, firewalls, pontos de acesso, gravadores e circuitos estão sob vigilância contínua, e o alerta chega à equipa da DataRoad no momento em que algo sai do normal. Numa parte significativa das ocorrências, o problema é tratado antes de a receção dar por ele. Num hotel, onde o incidente acontece às três da manhã com a receção sozinha, é a diferença entre um registo interno e uma reclamação pública.
Os casos, hotel a hotel
Cada unidade tem a sua história técnica, e várias estão documentadas em detalhe:
Ouro Rossio Hotel — rede wireless de cobertura total, videovigilância, firewall e infraestrutura de servidores, com suporte permanente.
LX Arch Rossio Hotel — rede com Wi‑Fi 7, firewall e videovigilância.
Rossio Plaza Hotel — rede informática empresarial de raiz.
Nicola Rossio Hotel — rede, firewall e passagem para suporte IT Unlimited.
BePoet Hotel — área informática completa, da cablagem ao suporte.
O BeHotel integra o mesmo conjunto, com o mesmo âmbito de rede, Wi‑Fi de hóspedes, segurança, videovigilância e suporte.
Porque é que a concentração numa zona vale dinheiro
Ter seis clientes hoteleiros no mesmo quarteirão não é apenas uma coincidência simpática. Traduz‑se em vantagens reais para cada um deles:
Presença rápida no local. Quando é preciso ir lá — e às vezes é — o técnico está à porta em minutos, não em horas. A deslocação deixa de ser o fator que define o tempo de resolução.
Padrão técnico comum. Equipamento da mesma família, configurações com a mesma lógica e documentação uniforme. Qualquer técnico da equipa entra em qualquer um dos hotéis e sabe onde está tudo, sem depender de quem fez a instalação.
Peças e substituição. Um switch ou um ponto de acesso avariado substitui‑se por equipamento equivalente, já conhecido e já testado, sem esperar por uma encomenda.
Aprendizagem que passa de hotel para hotel. O que se aprendeu a resolver num edifício antigo do Rossio aplica‑se no seguinte. Cada projeto entra melhor desenhado do que o anterior.
É esta a proposta da DataRoad para hotelaria: não vender caixas, mas assumir a infraestrutura inteira — desenhá‑la, instalá‑la, vigiá‑la e responder por ela — para que a direção do hotel possa tratar de hotelaria em vez de tratar de informática.




































