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Checklist de auditoria ao parque informático da empresa

Quase todas as empresas com mais de dez postos têm equipamento que ninguém sabe bem para que serve, contas de utilizador de pessoas que já saíram e uma cópia de segurança que “deve estar a funcionar”. Uma auditoria ao parque informático não precisa de um consultor externo nem de uma semana de trabalho: precisa de uma lista, de duas ou três horas e de honestidade nas respostas. Esta é a lista que usamos quando entramos numa empresa nova. Pode usá-la sozinho ou pedir-nos que a façamos consigo.

Antes de começar: o que é uma auditoria ao parque informático

É um levantamento sistemático do que a empresa tem (equipamentos, software, contas, ligações), do estado em que está e do que falta para trabalhar com segurança. Não é um relatório de vulnerabilidades técnico — é um retrato que um gestor consegue ler e que serve de base para decidir onde investir. Se a resposta a uma pergunta for “não sei”, anote-a como está: é essa a informação útil.

1. Inventário de equipamentos

  • Lista de todos os computadores, portáteis, servidores, impressoras, switches, access points e firewalls, com marca, modelo, número de série e localização.
  • Idade de cada equipamento. Regra prática: portáteis e postos com mais de 5 anos e servidores com mais de 6 são candidatos a substituição planeada, não a reparação de urgência.
  • Equipamentos em garantia ou com contrato de suporte do fabricante — e a data em que terminam.
  • Equipamento que existe fisicamente mas não aparece em nenhuma lista. Aparece sempre.

2. Sistemas operativos e software

  • Versão do sistema operativo em cada posto e servidor. Postos ainda em Windows 10 estão sem atualizações de segurança gratuitas desde outubro de 2025 — veja o que fazer no nosso artigo sobre o fim do suporte ao Windows 10.
  • Servidores em versões sem suporte (Windows Server 2012 e anteriores, ou 2016 com fim de suporte em janeiro de 2027).
  • Licenciamento: que licenças de Microsoft 365, antivírus, software de gestão e outras existem, quantas estão atribuídas e quantas se pagam sem uso.
  • Software instalado pelos utilizadores sem autorização (ferramentas de acesso remoto, gestores de ficheiros na cloud pessoais, conversores online).

3. Cópias de segurança

  • O que é copiado: servidores, postos, e-mail e ficheiros do Microsoft 365, bases de dados do software de gestão.
  • Com que frequência, para onde e quantas versões ficam guardadas. Se só existe uma cópia no mesmo edifício, não existe cópia.
  • Data do último teste de restauro com sucesso. Se nunca foi feito, marque-o como o primeiro ponto a resolver.
  • Quem recebe o alerta quando uma cópia falha — e se alguém o lê.

Se este bloco ficou com respostas fracas, comece por aqui: veja como funciona o backup gerido com testes de restauro.

4. Contas e acessos

  • Lista de utilizadores ativos no domínio e no Microsoft 365. Compare-a com a lista de colaboradores atuais: as diferenças são contas a desativar hoje.
  • Quem tem permissões de administrador nos postos, nos servidores e no Microsoft 365. Deve ser um número pequeno e conhecido.
  • Autenticação multifator ativa em todas as contas com acesso a e-mail e ficheiros — sem exceções para a direção.
  • Contas partilhadas (a “conta da receção”, o “utilizador da loja”) e quem sabe as passwords delas.
  • Acessos de fornecedores externos: quem entra na sua rede, com que credenciais e se ainda precisa de o fazer.

5. Rede e ligação à Internet

  • Esquema da rede, mesmo que desenhado à mão: onde está o bastidor, que switches existem, como chega a Internet e por onde passa o Wi-Fi.
  • Bastidor arrumado e etiquetado, ou um emaranhado de cabos que ninguém quer tocar. A resposta diz muito sobre o tempo que uma avaria demora a resolver.
  • Rede de visitantes separada da rede da empresa. Equipamentos sensíveis (servidores, câmaras, TPA) em segmentos próprios.
  • Ligação de Internet: operador, débito contratado, se existe uma segunda ligação de reserva e quanto tempo a empresa aguenta sem Internet.

6. Segurança

  • Firewall: marca, modelo, se está atualizada, quem a gere e quando foi revista a configuração pela última vez.
  • Proteção de postos e servidores: que produto, se está ativo em todos os equipamentos e quem recebe os alertas.
  • Proteção de e-mail contra phishing e faturas alteradas — o tipo de fraude mais comum nas empresas portuguesas.
  • Plano de resposta a incidentes: se um posto for cifrado por ransomware às 9h de segunda, quem faz o quê nos primeiros 30 minutos?

Para aprofundar este bloco use a nossa checklist de cibersegurança para PME.

7. Documentação e contratos

  • Passwords de administração dos equipamentos (firewall, switches, servidores, router do operador) guardadas num local seguro e conhecido por mais do que uma pessoa.
  • Contratos em vigor: operador de Internet, licenças, suporte informático. Prazos, fidelizações e o que está e não está incluído.
  • Se a informática é feita por um fornecedor externo: existe SLA por escrito? Sabe o que acontece se ele desaparecer amanhã? Veja o que exigir num contrato de IT.

8. Pessoas

  • Quem é o ponto de contacto interno para a informática e o que acontece quando está de férias.
  • Quando foi a última sessão de sensibilização para phishing e segurança. Se a resposta é “nunca”, é o investimento mais barato com melhor retorno da lista.
  • Procedimento de entrada e saída de colaboradores: criar e desativar contas, recolher equipamento, revogar acessos.

What to do with the result

Ordene as falhas em três grupos: o que expõe a empresa a parar (cópias sem teste, servidor sem suporte, uma única Internet), o que expõe a empresa a um ataque (sem MFA, contas antigas ativas, firewall sem gestão) e o que custa dinheiro sem retorno (licenças a mais, equipamento a reparar em vez de substituir). Os dois primeiros grupos resolvem-se em semanas; o terceiro paga o resto. Se preferir que façamos o levantamento consigo, é exatamente isto que inclui a nossa IT consultancy for businesses: visita ao local e relatório escrito com prioridades, antes de qualquer proposta.

Frequently Asked Questions

Quanto tempo demora uma auditoria ao parque informático?

Para uma empresa entre 10 e 50 postos, o levantamento no local demora meio dia e o relatório fica pronto em poucos dias. Empresas com vários escritórios ou servidores próprios podem precisar de mais visitas.

Preciso de ferramentas especiais?

Não para começar. Uma folha de cálculo e acesso aos equipamentos chegam. Ferramentas de inventário automático ajudam em parques grandes, mas não substituem as perguntas sobre backups, acessos e contratos.

Com que frequência se deve repetir?

Uma vez por ano no mínimo, e sempre que há uma mudança grande: mudança de escritório, novo software de gestão, fusão, saída do responsável de informática. Num contrato de IT gerido o inventário é mantido atualizado de forma contínua.

A auditoria é a mesma coisa que uma auditoria de segurança?

Não. Uma auditoria de segurança (testes de intrusão, análise de vulnerabilidades) é mais profunda e mais técnica. Esta checklist é o passo anterior: saber o que existe e em que estado está. Sem ela, a auditoria de segurança fica incompleta.

Quer o levantamento feito por quem faz isto todas as semanas?

Visitamos a sua empresa, percorremos esta lista consigo e entregamos um relatório escrito com o que está em risco e por que ordem resolver. Sem compromisso. Veja a nossa IT consultancy for businesses ou ligue 211 459 950.

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