A 14 de outubro de 2025 a Microsoft deixou de publicar atualizações de segurança gratuitas para o Windows 10. Os computadores continuam a ligar, o Office continua a abrir e, por isso, muitas empresas portuguesas ainda não fizeram nada. O problema não é o que deixa de funcionar — é o que deixa de ser corrigido. Cada vulnerabilidade descoberta a partir daí fica aberta em todos os postos que não foram atualizados, e os atacantes sabem exatamente onde procurar. Este artigo explica as três opções que uma empresa tem em 2026 e como escolher sem parar a operação.
O que mudou de facto em outubro de 2025
O Windows 10 entrou em fim de suporte: sem correções de segurança, sem atualizações de funcionalidades e sem suporte técnico da Microsoft. O sistema não se desliga nem avisa de forma insistente; simplesmente deixa de ser protegido. Para um utilizador doméstico é um risco individual. Para uma empresa é um risco coletivo — basta um posto desatualizado ligado à rede para servir de porta de entrada a todos os outros. Acrescente-se a questão do RGPD: uma empresa que trate dados pessoais em sistemas sabidamente sem suporte tem dificuldade em demonstrar que adotou “medidas técnicas adequadas”.
Opção 1: atualizar para Windows 11 nos equipamentos compatíveis
É a opção mais barata quando o equipamento cumpre os requisitos: processador recente (Intel de 8.ª geração ou AMD Ryzen 2000 em diante, em termos gerais), TPM 2.0 ativo e arranque seguro. Muitos portáteis comprados a partir de 2019 são compatíveis e a atualização é gratuita. O que costuma falhar não é a atualização em si, mas o que vem à volta: software de gestão antigo que não foi testado em Windows 11, impressoras com drivers descontinuados, leitores de cartões ou de códigos de barras. Por isso a regra é atualizar primeiro dois ou três postos de utilizadores diferentes, deixar trabalhar uma semana e só depois avançar para o resto.
Opção 2: substituir os equipamentos que não são compatíveis
Postos com mais de seis anos raramente cumprem os requisitos e, mesmo que cumprissem, estão perto do fim de vida útil. Substituí-los é a única forma de ficar em Windows 11 com garantia e desempenho. Para não concentrar o custo num só mês, a maioria das empresas faz a renovação por fases — primeiro os postos com dados sensíveis (direção, financeiro, recursos humanos), depois os restantes — e aproveita para normalizar modelos, o que reduz o custo de suporte durante os anos seguintes. Antes de comprar, vale a pena fazer o inventário completo: a nossa checklist de auditoria ao parque informático tem o bloco de equipamentos e sistemas operativos pronto a preencher.
Opção 3: Extended Security Updates (ESU) como ponte
A Microsoft vende às empresas atualizações de segurança alargadas para o Windows 10 por até três anos, pagas por equipamento e por ano, com o preço a duplicar em cada ano. É uma ponte, não um destino: faz sentido para postos que não podem ser mexidos já (um equipamento ligado a uma máquina industrial, um software crítico ainda sem versão para Windows 11) enquanto a substituição é planeada. Comprar ESU para todo o parque e adiar a decisão sai mais caro do que renovar de forma faseada.
Como decidir, posto a posto
- Compatível com Windows 11 e com menos de 5 anos: atualizar, depois de testar o software de gestão.
- Compatível mas com mais de 5 anos: atualizar agora e planear a substituição no próximo orçamento.
- Não compatível: substituir. Se não for possível de imediato, ESU por um ano e substituição agendada.
- Ligado a equipamento especializado: isolar num segmento de rede próprio, sem acesso à Internet, e negociar com o fornecedor da máquina.
O que não fazer
Não deixar postos em Windows 10 sem ESU ligados à rede da empresa com acesso a e-mail e ficheiros partilhados. Não confiar no antivírus para compensar a falta de atualizações do sistema — protege contra ficheiros maliciosos, não contra falhas do próprio Windows. E não fazer a migração de todos os postos no mesmo dia: se algo correr mal, corre mal em toda a empresa ao mesmo tempo.
E os servidores?
A mesma lógica aplica-se aos servidores, com datas diferentes: o Windows Server 2016 deixa de ter suporte em janeiro de 2027 e o 2012 já não tem desde 2023. Se ainda tem servidores físicos nestas versões, a decisão não é só atualizar — é escolher entre substituir, virtualizar ou migrar para a cloud. Tratámos essa decisão na página sobre servidores e virtualização.
Como fazemos a migração nos nossos clientes
Nos contratos IT Unlimited a migração para Windows 11 faz parte do serviço: inventariamos o parque, testamos o software crítico num posto-piloto, agendamos as atualizações fora do horário de trabalho e acompanhamos os utilizadores nos primeiros dias. Os postos a substituir entram no plano de renovação com datas, e a monitorização 24×7 confirma que nenhum equipamento ficou para trás.
Foire aux questions
O meu computador com Windows 10 vai deixar de funcionar?
Não. Continua a arrancar e a correr os programas. Deixa apenas de receber correções de segurança, o que o torna progressivamente mais vulnerável a ataques que exploram falhas conhecidas.
Posso continuar a usar Windows 10 se tiver um bom antivírus?
O antivírus protege contra ficheiros e comportamentos maliciosos, não contra vulnerabilidades no próprio sistema operativo. Reduz o risco, mas não substitui as atualizações.
A atualização para Windows 11 é paga?
Para equipamentos compatíveis com licença válida de Windows 10, a atualização é gratuita. O custo real está no tempo de migração, nos testes de software e na eventual substituição de equipamentos incompatíveis.
Quanto tempo demora migrar uma empresa de 30 postos?
Com um posto-piloto testado, a migração dos restantes faz-se em uma a duas semanas, fora do horário de trabalho, sem parar a operação. As substituições de hardware dependem dos prazos de entrega.
Ainda tem postos em Windows 10?
Fazemos o inventário, dizemos-lhe quais atualizam, quais substituem e em que ordem, e executamos a migração sem parar a empresa. Veja a assistência e manutenção informática 24/7 ou ligue 211 459 950.





































