Quando uma PME chega a um determinado volume de pedidos de suporte informático, surge sempre a mesma pergunta: compensa contratar um técnico de informática interno, ou faz mais sentido manter — ou passar a ter — um fornecedor externo em regime de avença? Não há uma resposta universal, mas há critérios objetivos que ajudam a decidir.
O custo real de um técnico interno
O salário é apenas uma parte do custo. A este valor é preciso somar encargos sociais, subsídios, equipamento de trabalho, formação contínua (essencial numa área que muda rapidamente), e o custo de substituição em caso de ausência, baixa médica ou saída da empresa — período durante o qual a empresa fica, tipicamente, sem qualquer suporte técnico. Adicionalmente, um único técnico interno raramente domina, ao mesmo nível, redes, segurança, cloud, sistemas e telefonia — áreas que, num MSP, são normalmente cobertas por especialistas diferentes.
O custo de uma avença com um fornecedor externo
Uma avença mensal com um MSP inclui, tipicamente, acesso a uma equipa multidisciplinar, sem os custos de contratação, formação e substituição associados a um colaborador interno. O valor é definido em função do número de utilizadores e da criticidade da infraestrutura, e é normalmente mais previsível do que a soma de todos os custos diretos e indiretos de uma contratação interna.
Quando faz mais sentido ter um técnico interno
- Empresas de grande dimensão, com centenas de postos de trabalho e necessidades muito específicas do negócio;
- Setores com requisitos regulatórios muito particulares, que exigem presença física permanente e conhecimento profundo de sistemas proprietários internos;
- Empresas que já têm escala suficiente para justificar uma equipa de IT interna completa, com várias pessoas e competências distintas.
Quando faz mais sentido optar por outsourcing
- PMEs entre 10 e 200 colaboradores, que não têm escala para justificar uma equipa técnica interna completa;
- Empresas que precisam de cobertura de suporte fora do horário normal de trabalho, sem contratar turnos adicionais;
- Negócios que valorizam previsibilidade orçamental, em vez de custos variáveis dependentes de incidentes;
- Empresas que precisam de competências especializadas em segurança, redes e cloud, sem contratar uma pessoa para cada área.
Um modelo híbrido também é possível
Nem sempre a escolha é binária. Algumas empresas optam por manter uma pessoa interna para questões do dia a dia mais próximas do negócio, complementada por um MSP para monitorização 24/7, gestão de infraestrutura crítica e cibersegurança — combinando a proximidade de um recurso interno com a profundidade técnica e a disponibilidade de uma equipa especializada externa.
Como decidir
O critério mais fiável não é o preço isolado de cada opção, mas o custo total de propriedade ao longo de 12 meses — incluindo os custos indiretos e os riscos de não ter cobertura técnica adequada em cada modelo. Para a maioria das PMEs portuguesas sem departamento de IT já estabelecido, o outsourcing gerido tende a ser a opção com melhor relação entre custo, previsibilidade e amplitude de competências disponíveis.
Quer simplificar a gestão de TI da sua empresa? A DataRoad oferece serviços informáticos completos, adaptados às necessidades de cada negócio. Conheça os nossos serviços informáticos para empresas.




























































































