Disaster Recovery e Continuidade de Negócio para Empresas

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Disaster Recovery e continuidade de negócio para empresas

Ter cópias de segurança responde à pergunta “perdemos os dados?”. Disaster recovery responde a “quando é que voltamos a trabalhar?”. São perguntas diferentes, com respostas diferentes. Uma empresa pode ter cópias perfeitas e ficar três dias parada porque ninguém sabe onde as restaurar, em que ordem, nem com que servidor. A DataRoad desenha, mantém e testa planos de disaster recovery para empresas que não podem parar, e escreve-os com dois números na primeira página: quanto se pode perder (RPO) e em quanto tempo tem de estar tudo de pé (RTO).

Backup e disaster recovery não são a mesma coisa

Copias de seguridadDisaster recovery
Pergunta a que respondeOs dados existem em segurança noutro lugar?Em quanto tempo a empresa volta a operar?
O que protegeFicheiros, bases de dados, caixas de e-mailServidores completos, rede, acessos, aplicações, pessoas e procedimentos
Medida de sucessoA cópia de ontem restaura sem errosO RTO foi cumprido no último teste
Quando falhaNão há cópia, ou está corrompidaHá cópia, mas não há para onde a restaurar nem quem saiba fazê-lo
Cenário típicoFicheiro apagado, base de dados corrompidaRansomware, incêndio, inundação, roubo, servidor destruído, falha prolongada de energia ou de Internet

Como cópias de segurança geridas são a base; o plano de disaster recovery é o que se constrói em cima delas.

Os dois números que importam: RPO e RTO

RPO — quanto se pode perder

O Recovery Point Objective é a quantidade máxima de trabalho que a empresa aceita perder, medida em tempo. Um RPO de 24 horas significa que, no pior caso, se perde um dia de trabalho; um RPO de 15 minutos exige replicação quase contínua. Não há um valor certo — há o valor que a empresa aceita pagar. Uma clínica que marca 80 consultas por dia e uma empresa de contabilidade em fecho de mês têm RPO muito diferentes.

RTO — em quanto tempo se volta a trabalhar

O Recovery Time Objective é o tempo entre o desastre e o momento em que os sistemas críticos estão de novo a funcionar. Determina a arquitetura: com RTO de dois dias, basta ter para onde restaurar; com RTO de duas horas, é preciso ter réplicas prontas a arrancar. O RTO fica escrito no contrato e é medido em cada teste.

O que inclui um plano de disaster recovery da DataRoad

  • Análise de impacto. Que sistemas param a empresa se pararem, por quanto tempo é tolerável, e quanto custa cada hora de paragem. É daqui que saem o RPO e o RTO de cada sistema — não têm de ser iguais para todos.
  • Cópias com a regra 3-2-1. Três cópias, em dois suportes diferentes, uma fora das instalações e, para os sistemas críticos, uma versão imutável que nem um administrador comprometido consegue apagar.
  • Réplicas dos servidores críticos. Em centro de dados em Portugal ou na nuvem, conforme o RTO exigido, prontas a arrancar sem esperar por hardware novo.
  • Plano de comunicações. Como a empresa continua a atender telefones e a receber e-mail enquanto a infraestrutura principal está em baixo — inclui a central telefónica e o Microsoft 365.
  • Procedimento escrito, passo a passo. Quem decide declarar o desastre, quem é avisado, em que ordem se recuperam os sistemas, que passwords e contactos são necessários. Guardado fora dos sistemas que pode ter de recuperar.
  • Testes agendados. Pelo menos um teste completo por ano e testes parciais trimestrais. Cada teste produz um relatório com o tempo real de recuperação face ao RTO acordado e as correções a fazer.
  • Regresso à normalidade. O plano não acaba quando a empresa está a trabalhar na réplica; inclui o caminho de volta para a infraestrutura principal sem perder o que foi feito entretanto.

O caso mais frequente: ransomware

Em Portugal, o desastre mais comum já não é o incêndio nem a inundação — é um ficheiro cifrado que se espalha pela rede durante a noite. Um plano de disaster recovery preparado para ransomware tem três características que um plano genérico não tem: cópias imutáveis, que o atacante não consegue cifrar nem apagar mesmo com credenciais de administrador; um procedimento de isolamento da rede, para impedir que a réplica seja infetada ao arrancar; e um ponto de restauro anterior à infeção identificado com segurança, porque restaurar a cópia de ontem pode ser restaurar o próprio ransomware. Nos casos em que somos chamados sem plano prévio, o trabalho é de recuperação de dados — mais lento, mais caro e sem garantias.

Para quem faz sentido

Para qualquer empresa em que um dia sem sistemas custa mais do que o plano custa num ano. Os clientes que mais o exigem são hotéis com reservas e check-in dependentes do sistema de gestão, clínicas com agenda e imagem médica, escritórios de advogados e contabilistas com prazos legais, embaixadas e organismos com requisitos de disponibilidade, e empresas de logística em que a faturação e as expedições param juntas. Empresas de menor dimensão beneficiam de uma versão simplificada: cópias fora das instalações, um procedimento escrito de uma página e um teste por ano.

Dentro do IT Unlimited

As cópias de segurança geridas e a monitorização fazem parte de todos os planos IT Unlimited. O plano de disaster recovery completo — com réplicas, procedimento escrito e testes de recuperação — está incluído no IT Unlimited Premium 365, o plano para empresas que não podem parar, e pode ser contratado como projeto para clientes dos outros planos.

Cómo empezamos

Começamos pela análise de impacto, em conjunto com a direção da empresa e não só com o IT: é a gestão que sabe quanto custa uma hora parada. A partir daí fixam-se o RPO e o RTO por sistema, desenha-se a solução e escreve-se o procedimento. O primeiro teste completo acontece nos primeiros três meses. Se já tem cópias de segurança e quer apenas saber se conseguiria recuperar delas, esse teste pode ser feito de forma isolada, como trabalho de consultoria, com relatório escrito.

Um caso real: servidor, UPS e cópias de segurança numa autarquia

A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão adjudicou à DataRoad, por contrato público em 2022, a instalação e configuração de um novo servidor, de um sistema de UPS e de cópias de segurança corporativas — as três camadas de base de qualquer plano de continuidade: capacidade de processamento, energia que aguenta uma falha e dados recuperáveis. Numa autarquia com atendimento ao público, uma paragem não é só custo, é serviço que não se presta; o contrato de gestão contínua, renovado em concurso, junta a monitorização e o suporte 24×7 a essa base para que os incidentes sejam detetados antes de afetarem o balcão.

O que fica por escrito

Um plano de disaster recovery que não está escrito não existe. O documento que o cliente recebe inclui:

  • A análise de impacto, sistema a sistema, com o RPO e o RTO acordados para cada um e o custo estimado de uma hora de paragem.
  • A arquitetura de cópias e réplicas: onde está cada cópia, com que frequência é feita, qual é imutável e por quanto tempo é possível recuar.
  • O procedimento de ativação: quem declara o desastre, quem é avisado, a ordem de recuperação dos sistemas e os contactos e credenciais necessários, guardados fora da infraestrutura.
  • O plano de comunicações — como a empresa continua a atender telefones e a receber e-mail enquanto os sistemas principais estão em baixo.
  • Os relatórios de teste, com o tempo real de recuperação face ao RTO e as correções decididas depois de cada teste.

Preguntas frecuentes

Já fazemos backups todos os dias. Não é suficiente?

É a base, mas não é um plano. Um backup diz-lhe que os dados existem; não lhe diz para onde os vai restaurar se o servidor ardeu, quem o vai fazer, em que ordem, nem quanto tempo demora. O plano de disaster recovery responde a essas perguntas antes de serem urgentes.

Que RTO devemos exigir?

O que a empresa aguenta sem prejuízo grave, nem mais nem menos. RTO curtos exigem réplicas prontas a arrancar e custam mais; RTO de um a dois dias resolvem-se com cópias fora das instalações e hardware de reserva. A análise de impacto serve precisamente para fixar este número com base em custos reais, não em receios.

Onde ficam as réplicas?

Em centro de dados em Portugal, na nuvem, ou nos dois, conforme o RTO exigido e os requisitos de localização de dados do cliente. Fica definido por escrito no plano.

Com que frequência testam?

Um teste completo por ano e testes parciais trimestrais, no mínimo. Cada teste é documentado com o tempo real de recuperação, comparado com o RTO acordado. Um plano que não é testado é uma intenção.

O plano cobre ransomware?

Sim, e é o cenário para o qual desenhamos primeiro: cópias imutáveis, isolamento da rede antes de arrancar a réplica e identificação do ponto de restauro anterior à infeção.

E a continuidade de negócio, é a mesma coisa?

Continuidade de negócio é o conceito mais largo — inclui pessoas, instalações e processos, não só sistemas. O disaster recovery é a parte tecnológica desse plano. Tratamos da parte tecnológica e articulamo-nos com quem trate do resto, quando existe.

Quanto tempo demora a ter um plano pronto?

Numa empresa de 20 a 50 postos com um ou dois servidores, a análise de impacto e o desenho demoram duas a quatro semanas; a implementação das réplicas e cópias imutáveis, mais duas a quatro; o primeiro teste completo acontece nos primeiros três meses. Ambientes com vários sites ou produção industrial exigem mais tempo, definido no levantamento.

Quem ativa o plano num desastre?

Fica definido no procedimento: normalmente a gestão da empresa declara o desastre, com base nos critérios escritos, e a DataRoad executa a recuperação. Nos planos com cobertura 24×7×365, a execução pode começar a qualquer hora, sem esperar pelo horário laboral.

O disaster recovery é um dos serviços de informática para empresas da DataRoad, em conjunto com os backups geridos, a monitorização 24×7 y la ciberseguridad.

Dónde operamos

Desenhamos e testamos planos de disaster recovery para clientes em todo o país; a intervenção presencial cobre sobretudo a Grande Lisboa. Temos páginas próprias para Lisboa, Cascais, Oeiras, Sintra, Leiria, Coímbra e Oporto. Veja todas as áreas de actuación.

Contacta con nosotros

Se quer saber em quanto tempo a sua empresa voltaria a trabalhar depois de um desastre — e não em quanto tempo gostaria — a primeira conversa não tem custo. Ligue 211 459 950 (dias úteis, 9h30–13h00 e 14h00–18h30) ou escreva para [email protected].

Algunas de las empresas que confían su infraestructura a DataRoad, sectores donde una interrupción cuesta mucho más que el soporte de TI

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